Uma das crenças menos conhecidas pela população ocidental que tem sua origem no período Juntou do Império do Japão. Sua origem exata é desconhecida, pois provém de uma época onde não haviam documentos escritos, sendo provavelmente a religião tribal japonesa, antes da difusão do budismo.

O Xintoísmo é definido como uma crença Animista, ou seja, uma crença que se baseia em manifestações da natureza e do cosmos, como rios, florestas, árvores, rochas, animais, lua, sol e estrelas.

Mesmo não sendo uma religião propriamente dita, o Xintoísmo influenciou a sociedade e cultura japonesa de forma a deixar marcas até os dias atuais. Ao invés de ser voltada para práticas sociais, a essência do Xintoísmo permanece na cultura familiar e no respeito aos ancestrais e mais velhos.

Esses traços são hoje em dia característicos da cultura japonesa como sociedade (apesar, claro, de haver exceções).

Apesar de não ter uma definição de Deus como nas religiões ocidentais, o Xintoísmo pode ser classificado como uma religião politeísta pelo seu conceito de Kami, que pode ser traduzido como deus ou deuses, mas se refere diversos tipos de manifestações mitológicas, como gênios ou espíritos. O exemplo mais conhecido seria Amaterasu, Kami que representa o sol. Por essa característica única, o termo Kami não deve ser traduzido diretamente como deus ou deuses, pois perderia parte de seu significado, sendo o mais correto preservar a palavra original em japonês, Kami.

Por ser uma crença naturalmente nacionalista, a difusão do Xintoísmo fora do Japão foi pequena, mas ele influênciou as outras religiões que se tornaram conhecidas em outros países, como o Budismo Terra Pura e o movimento Seicho-No-Ie.

Durante o período Meiji, ouve uma revitalização do nacionalismo japonês e o Xintoísmo foi despido de seu caráter religioso para se tornar um dever cívico de reverência ao Estado e ao Imperador. Com o fim do Império do Japão após a Segunda Guerra Mundial, o Imperador passa a ser apenas um símbolo da unidade nacional, algo semelhante ao que acontece na Inglaterra.

A característica mais importante e impressionante desta crença é seu caráter filosófico de prática por essência, não por obrigação, medo ou punição. Pelo menos é o que se pode dizer do Xintoísmo Popular, que se refere às ações éticas ensinadas pela cultura japonesa praticadas pelo indivíduo, sem doutrinas específicas ou organização, algo bastante diferente do Xintoísmo Imperial e das Seitas.

Xintoísmo Imperial

É constituido de ritos e cerimônias das casas imperiais, sendo uma importante característica social e cultural das raízes japonesas.

Xintoísmo das Seitas

Remanescentes das 13 seitas oficiais da Era Meiji (antes da 2ª Guerra) compõem esta vertente do Xintoísmo. Após a declaração da liberdade religiosa, algumas se tornaram instituições independentes e passam adiante a cultura do “caminho dos kami”.

Xintoísmo dos Santuários

Espalhados pelo Japão, os santuários Xintoístas marcam a cultura japonesa com suas festividades, cerimônias e venerações aos Kami. Em diferentes épocas do ano, o povo tradicionalista japonês mantém o costume de seus ancestrais através de seus santuários. As festividades condizem no calendário com as épocas de colheitas de arroz, como é comum em muitas religiões antigas mesmo no ocidente, pois os povos ancestrais costumavam agradecer os kami pela boa colheita ou venerar os kami da natureza na época de plantação para ter uma boa safra.

Uma das mais conhecidas tradições do Xintoísmo é a colheita do primeiro arroz, em Outubro, pelo próprio Imperador. As manifestações culturais não param por aí… ao longo do ano são feitos torneios de Sumô, ofertas diárias de alimento para Amaterasu e até mesmo recitais de músicas e poesias tradicionais (haiku) durante o Kangetsukai (“Admiração da Lua Cheia”) em Setembro.

Conclusão

Realmente um marco na cultura japonesa desde tempos remotos, uma religião fascinante que influenciou vários aspectos do povo japonês e também do povo ocidental, dada a grande abrangência do Budismo nos tempos atuais.

A maioria das coisas que eu escrevi aqui hoje sobre o Xintoísmo, eu não sabia antes de começar o artigo, por isso se você souber de outras informações relevantes e quiser colaborar com a troca de conhecimentos, fique à vontade, informações de contato podem ser encontradas na página “Sobre”. Aproveite para opinar sobre os temas dos próximos artigos.

Olá pessoal, bem-vindos ao Involução. Para saber mais sobre os motivos de eu estar aqui, visite nossa página Sobre.

Hoje vamos discutir um assunto muito importante, mas que para muitos é apenas uma matéria a mais no colégio.

Frequentemente ouço como a filosofia é a matéria “mais legal” nas salas de aula, principalmente porque o aluno não se sente na obrigação de aprender algo e muitas vezes simplesmente não leva a sério o conteúdo passado pelo professor. A culpa nesse caso, seria do professor? Do nosso sistema educacional que cria as pessoas para não pensarem? Na minha opinião um pouco dos dois, mas principalmente, a culpa é do próprio aluno que realmente não vê a importância da Filosofia.

Por que a filosofia é importante?

Independente de quem você seja, o que você faz ou no que você acredita, uma coisa é certa: você existe. Parece bastante óbvio pensar isso e, na verdade, é. O que realmente intriga é a conclusão de que esta é a única certeza que você pode ter.

Você pode argumentar que muitas coisas existem, pois você as sente, vê, ouve ou simplesmente sabe. Através de uma série de sentidos e estímulos, desde nosso nascimento até a nossa morte, acreditamos em uma realidade fixa. A questão é: qual o sentido dessa realidade?

A filosofia (do grego – philos – amor, amizade + sophia – sabedoria) é uma disciplina que visa o melhor entendimento da realidade através da discussão, análise, investigação, formação e reflexão de idéias, seja de forma geral, abstrata ou fundamental.

Esta disciplina é, simplesmente, a base de todo o conhecimento humano, incluindo a ciência.

Por que é necessária para todos?

Todos somos filósofos, todos somos cientistas. Isso porque nossa vida é baseada em tentativa e erro, observação e ação, por isso é necessário estudar diversos pontos de vista para chegarmos às nossas próprias conclusões.

Mesmo com milhares de anos de evolução do pensamento humano, ainda estamos longe de alcançar todas as respostas (aliás, as mesmas perguntas são feitas há séculos e ainda não conseguimos certezas absolutas sobre a existência, Deus, o pós morte e muitas outras coisas), por isso todo ser humano deve buscar suas próprias respostas e compartilhá-las, assim é possível se chegar às verdadeiras respostas, através da reflexão.

O pensamento filosófico é mutável, pois acompanha a evolução do raciocínio humano e com o tempo a própria disciplina mudou, com diferentes linhas de pensamento. Para o melhor entendimento do porquê da mutabilidade da filosofia e o porquê de nenhuma filosofia ser definitiva ou absoluta, relembramos a definição de filosofia por Platão:

“… é o uso do saber em proveito do homem, o que implica em, 1º, posse de um conhecimento que seja o mais amplo e mais válido possível, e , 2º , o uso desse conhecimento em benefício do homem.”

Essa definição é válida pois reconhece que a filosofia depende do “conhecimento mais amplo e mais válido possível”,  o que significa que aquilo que é válido hoje, pode ser sobreposto por outro pensamento no futuro, quando houver mais recursos ou conhecimentos para melhor entendimento da questão.

Apesar de válida, não é a única definição de filosofia. Para saber mais sobre o tema, recomendo esta página da Wikipedia sobre Filosofia.

Por isso é necessário o estudo da filosofia e principalmente a prática da mesma, para podermos evoluir como pessoas e, eventualmente, como sociedade.

Em outro momento vamos discutir algumas linhas filosóficas e autores clássicos como Platão, Descartes, Karl Marx (um pouco mais moderno) e muitos outros pensadores que podem te surpreender com seu valor filosófico e existencialista, mesmo não sendo considerados exemplos clássicos da literatura ou da formação da sociedade ocidental.

Fiquem à vontade nos comentários, critiquem, avaliem, tirem suas dúvidas, estamos aqui para isso… discutir e evoluir.